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MEDICINA CURATIVA

A Medicina Personalizada, que existia nos hospitais e consultórios médicos, na década de 60/70, aos poucos acabou envolvida por estruturas empresariais.
Sabemos que quando existe um investimento financeiro, também existe a preocupação com o seu retorno, assim, o modelo de medicina que acabou sendo difundida, foi um modelo que pudesse ser controlado (número de atendimentos e procedimentos) e que pudesse ser reproduzido (rotinas).

  • Está focado na Urgência e Emergência;
  • Está focado no Sintoma;
  • Está focado na Doença;
  • Está focado no Diagnóstico;
  • Trata sintomas ao invés da causa;
  • Está inserido na Estrutura hospitalar;
  • Foco na prescrição de remédios e não na mudança de hábitos;
  • Está submetido ao Sistema Único de Saúde (SUS), às estruturas particulares de atendimento (hospitais e clínicas) e às regras dos planos de saúde;
  • Segue rotinas, realiza intervenções, orientando o paciente e, às vezes, faz o acompanhamento adequado quando o paciente retorna.

Medicina Curativa: Este é o modelo atual, que tem sua liberdade vigiada, ora pelas normas, ora pela pressão financeira, ora pelo número de atendimentos.

Se o médico muda sua conduta, dentro deste modelo, pode se sentir intimidado perante a opinião dos colegas. Se discorda das pressões ou da rotina pode se colocar em risco perante a estrutura.

A remuneração passou a se basear na produção, então, o acompanhamento fora das consultas, a prevenção aconselhada e as conversas informais passaram a não ter mais lugar neste modelo.

O plano de saúde criou contratos com usuários e prestadores de serviços baseados na consulta e nos procedimentos. Permite apenas uma consulta mensal para o mesmo médico, determina o número de exames por ano e submete os pedidos de exames mais complexos a sua aprovação.

Saindo da estrutura hospitalar temos as clínicas e consultórios, que mesmo estando em outro ambiente seguem os mesmos preceitos: Tem convênios com os planos de saúde! Muda a liberdade dentro do ambiente, mas as regras não!

Na década de 60/70, a maior parte do atendimento em consultórios era de clientes particulares. Hoje, a maior parte é de convênios.

O que mudou com isso? O acompanhamento!
Subentende que a consulta mensal ou periódica seria o acompanhamento, certo?
Sim, mas isto não está claro, assim como não existe um comprometimento do usuário com estas visitas. O usuário, muitas vezes, a cada período, faz o acompanhamento com um médico diferente.

Então quem é o médico que faz o acompanhamento?
O plano de saúde monitora isso?
Não, então como fica este acompanhamento?
Não fica!